Gears of War E-DAY Judgment

Gears of War: E-Day pode estar resgatando ideias de Judgment graças ao retorno da People Can Fly

Desde sua revelação, Gears of War: E-Day vem sendo apresentado como um retorno às origens da franquia. No entanto, conforme novos detalhes sobre a jogabilidade surgem, fica cada vez mais evidente que o jogo não está buscando inspiração apenas na trilogia original. Para muitos fãs, Gears of War: Judgment pode estar servindo como uma importante base para algumas das novidades vistas no novo título da The Coalition.

A discussão ganhou força após a confirmação de que a People Can Fly está colaborando com o desenvolvimento de E-Day. O estúdio polonês teve papel fundamental na história da franquia, participando da produção dos três primeiros jogos ao lado da Epic Games e assumindo a liderança de Gears of War: Judgment em 2013.

Na época, Judgment dividiu opiniões por conta de mudanças na fórmula tradicional da série. Porém, olhando em retrospecto, diversas ideias introduzidas naquele jogo parecem ter sido precursoras de conceitos que agora retornam em E-Day.

A principal delas é a mobilidade.

Durante o Gears of War: E-Day Direct, a The Coalition revelou que os jogadores poderão realizar slides, saltar obstáculos, escalar estruturas e utilizar rotas verticais durante os combates. Embora essas mecânicas sejam inéditas para a franquia principal, elas seguem uma filosofia muito próxima daquela que a People Can Fly buscou implementar em Judgment: tornar os confrontos mais dinâmicos, agressivos e fluidos sem abandonar o sistema de cobertura que define Gears of War.

Em Judgment, os mapas já incentivavam movimentação constante, combates mais rápidos e uma abordagem menos estática dos tiroteios. Agora, E-Day parece expandir essa ideia utilizando os recursos da Unreal Engine 5 para criar arenas mais abertas, múltiplas rotas de ataque e opções de deslocamento que não existiam nos títulos anteriores.

Outro elemento que reforça essa conexão é o novo modo Horde Siege. Embora a The Coalition o apresente como uma evolução da clássica Horda, muitos fãs enxergam semelhanças com Overrun, o modo multiplayer mais celebrado de Judgment.

Lançado em 2013, Overrun colocava equipes da CGO e dos Locust em batalhas focadas em objetivos, exigindo cooperação, controle de território e uso estratégico das diferentes classes disponíveis. Mais de uma década depois, Horde Siege traz novamente a ideia de grandes confrontos em equipe, múltiplos esquadrões trabalhando simultaneamente e objetivos compartilhados espalhados pelo mapa.

Não por acaso, diversos jogadores já descrevem o novo modo como uma espécie de “OverRun 2.0”.

Isso não significa que E-Day esteja tentando recriar Judgment. Pelo contrário. O novo jogo continua fortemente ancorado nos elementos que fizeram sucesso na trilogia original, como a atmosfera mais sombria, a brutalidade da guerra contra os Locust e o foco na relação entre Marcus Fenix e Dominic Santiago.

Mas o que parece estar acontecendo é uma combinação de diferentes fases da franquia. Enquanto a narrativa busca inspiração nos primeiros Gears, a jogabilidade parece aproveitar conceitos introduzidos por Judgment e refinados ao longo dos anos pela própria People Can Fly em projetos como Bulletstorm e Outriders.

Para muitos fãs veteranos, essa pode ser exatamente a combinação ideal. Afinal, algumas das ideias mais ambiciosas de Judgment talvez tenham chegado cedo demais para a época. Agora, com o poder da Unreal Engine 5 e a experiência acumulada por duas décadas de desenvolvimento, a The Coalition parece ter encontrado a oportunidade perfeita para revisitar esses conceitos e transformá-los em algo maior.

Se as impressões iniciais se confirmarem, Gears of War: E-Day poderá não apenas representar um retorno às raízes da franquia, mas também uma reavaliação de ideias que nasceram em Judgment e que finalmente encontraram o momento certo para evoluir.

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